26.6.12

um chorinho

Até que alguma luz acenda esse meu canto continua. Junto meu canto, a cada pranto, a cada choro até que alguém me faça coro pra cantar na rua (BUARQUE, 1967)

21.2.10

De repente

"E eis que de repente eles param e mudos, graves, espantados se olham nos olhos: é que eles sabiam que um dia iriam amar."

2.11.09

Receita de bolo


Me guarde em um rasgo de lembrança e não permita que o meu coração deixe de bater. Mantenha-me viva. Olhe nos meus olhos e veja além do que todos são capazes de enxergar. Desvende minha alma. Me decifre. Se o negro mar do meu olhar te convidar, não se recuse, não deixe de navegar. Águas profundas, segredos, esconde algo que ainda não tem nome. 

Segure minha mão, inevitavelmente estarão trepidas. Me puxe para perto e abraça-me com força e suavidade. 
Os sonhos de uma noite de verão não dormem no fim, o calor, o perfume, a noite silenciosamente estrelar. Não quero ser o breve rascunho de estação, um vendaval no fim de uma tarde quente. Preciso ser a calmaria, furacão, paz e perdição. Quero ser refúgio certo das horas incertas.

14.8.09

reticências

Nos últimos tempos não sei o que há de errado, mas nada está como deveria. Os olhos não se focam, o coração não estabelece, na me mente há confusão, as mãos...vazias...Tudo vazio.